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Laboratórios

29 e 30 de novembro e 01 e 02 de dezembro das 14h às 18h (todos os dias).
Encontros virtuais pela plataforma Zoom.

O Laboratório tem como foco o desenvolvimento de habilidades específicas para a exploração de poéticas conectadas às tecnologias digitais. Serão exploradas plataformas como youtube e instagram para a produção de colagens de vídeo, trabalhando a estética da apropriação e a manipulação de conteúdo digital (como baixar, converter, editar e atender aos parâmetros de exibição). Além disso, propõe a criação de ambientes virtuais a partir da instalação do Unity (plataforma para a criação de videogames) e exploração de ferramentas básicas para aplicação no audiovisual; dos suportes digitais e da potência inventiva da memória.

Público-alvo:
Mulheres da performance, das artes visuais, das artes cênicas, da música, das novas mídias, do cinema, da escrita criativa e da dança. Pesquisadoras, docentes ou artistas interessadas em dialogar com o seu próprio corpo como detonador de criação de conteúdo digital, com meios audiovisuais, interativos, imersivos, digitais.

Pré-requisitos:
disponibilidade para participar integralmente do laboratório;
computador; com conexão a internet;
papelão, giz de cera ou caneta e caderno.

Proponentes:
Patrícia Teles é artista-pesquisadora e trabalha com performance, teatro, vídeo, autorretratos, GIFs e instalações participativas. Foi indicada ao Prêmio PIPA 2021. Em 2019 participou do II Prêmio Vera Brant (Brasília-DF) e cruzou a América do Sul por terra, do Atlântico ao Pacífico, para integrar a exposição SACO 8 – Destino em Antofagasta no Chile. Em 2018 realizou sua primeira exposição individual, ‘Aquário Betta’, na Galeria Espaço Piloto (Brasília-DF). É doutora em Arte e Tecnologia (UnB), mestre em Lenguajes Artísticos Combinados (Universidad Nacional de las Artes/Argentina) e bacharel em Direção Teatral (UFRJ).

Brenda Urbina é atriz formada em Atuação pela ENAT-INBA/México e mestranda pesquisadora em performance, mídia digital e somática no PPGAC-UFBA. Participou como atriz em coletivos de teatro e em produções de cinema, exibiu obras plásticas e peças performáticas no Brasil. Suas obras giram em torno de temas como mulheres migrantes, visibilidade lésbica e poéticas dos corpos da guerra.

Natália Pardo é estudante de Arte Digital e Eletrônica no Instituto Escuela Nacional de Bellas Artes (Uruguai). Formada em educação para realidade virtual (Unity), é autodidata em modelagem, renderização e iluminação 3D. Participou de atividades com museus como a realização do MuMe virtual (museu da memória) e mapeamento na fachada do museu Blanes (Uruguai, 2019). Sua prática artística atual envolve meios audiovisuais, arte digital, escrita poética, dança e pintura a óleo.

Mariana Rosado é estudante do Curso de Arte Digital e Eletrônica do Instituto Escuela Nacional de Bellas Artes (Uruguai). Suas obras caracterizam-se por um forte compromisso social, a exemplo do trabalho coletivo realizado para o Virtual MuMe (Museu da Memória). Atualmente desenvolve sua prática artística nos meios digital e eletrônico, explorando principalmente a videoarte e a fotografia experimental. Desde 2017 desenvolve a pintura mural como uma de suas formas de expressão.

Como as políticas de contenção do corpo na cidade interferem em nosso cotidiano? Como escapar de uma topologia do desejo atual que está inscrita nos jogos do capitalismo de consumo? De que forma pensar sobre os processos de subjetivação contemporâneos implicados nos signos hiperbólicos da sedução e suas formas de assujeitamento? Quais os mecanismos que nos amarram a padrões de comportamento no espaço urbano? Como criar frestas e modos singulares de existência que possam resistir e gerar fugas dessa engrenagem? Como o artista do corpo lida com restrições e emancipações forjadas no seio da rua? O laboratório "Coreopolíticas: corpo e subjetivação na cidade" pretende ser um espaço de investigação e experimentação em torno dessas perguntas. Pretende também ir ao encontro de novas fronteiras que exaltam conexões múltiplas entre corpo e metrópole na emergência de uma geopolítica minoritária que, em função de sua permeabilidade, acaba expondo não apenas os modos de semiotização e subjetivação inerentes às maquinações e à estratificação do poder capitalista, mas também torna visível a composição de outras imagens, criadas a partir de singularidades de resistência que conformam, por sua força de deposição e contestação, por sua potência livre, uma ética e estética diferente e pulsante da cidade. Os participantes terão oportunidade de conhecer artistas e teóricos cujas obras perpassam essa temática, praticar e criar suas próprias incursões neste universo, bem como apresentar esses resultados no dia de finalização do laboratório. Partindo do entendimento do espaço online como espaço público, nossos encontros irão privilegiar a colaboração e a interação entre diferentes vias de conhecimento e a dinamização da presença de cada participante.

Público-alvo:
estudantes de artes, arquitetura e filosofia, e interessados em geral.

Pré-requisitos:
mínimo de 18 anos e disponibilidade para participar integralmente do laboratório;
conexão estável com a internet, com capacidade de suportar uso de câmera em toda a duração do laboratório.

Proponentes:
Joaquim Viana é arquiteto, professor associado da UFBA, atuando no Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos – IHAC, no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo – PPGAU e no Programa de Pós-Graduação Multi-institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento – DMMDC. Como pesquisador, participa do Poéticas Tecnológicas: corpo audiovisual/UFBA; do Labo AIAC -Arts des images et art contemporain/Université Paris 8 e é membro da cooperativa de pesquisa RETINA.INTERNATIONAL - Recherches Esthétiques &Théorétiques sur les Images Nouvelles &Anciennes/ Université Paris 8. Desenvolve pesquisa sobre as imagens contemporâneas e as singularidades de resistência.

Christina Fornaciari é professora no Curso de Graduação em Dança da UFV. Atua também como artista independente e pesquisadora das Artes do Corpo. Sua trajetória une Performance e Direitos Humanos, levando-a a desenvolver trabalhos com forte carga social e política. Atuando na interface entre performance, vídeo e fotoperformance, suas obras já foram apresentadas nacional e internacionalmente em locais como Museu de Arte da Pampulha (BH/MG), Whitechapel Gallery (Londres/UK) e Beijing Art &Design Week (Pequim/China). É Doutora em Artes Cênicas pela UFBA, Mestre em Teorias e Práticas Teatrais pela ECA/USP e em Performance pela Queen Mary University of London.

Raoni Gondim é artista pesquisador em linguagens visuais contemporâneas com foco em imagem, imaginários e metodologias de criação poética. Especialista, mestre e doutor em processos de criação em artes visuais. Integrou o Núcleo de Pesquisa em Artes Cênicas do Espaço Quasar (GO). É docente da Escola de Belas Artes da UFBA, membro do grupo de pesquisa Arte Híbrida (CNPq) e professor tutor da ALINHAVO - Empresa Jr. EBA/UFBA. 

Este laboratório surge da indagação sobre o espaço da experiência que não é vista, mas vivida em sua dimensão estética, sonora e sensível. Propõe-se três momentos aos participantes: de início, conduzimos investigações a partir da arte experimental em imagem, som e corpo; em seguida, engaja-se numa experiência corporal offline, sem câmeras ou outros equipamentos de registro e captura; e então, pesquisa-se formas de afirmar a opacidade da ação, desdobrando-a numa criação que interseccione memória, matéria, ficção, especulação e experiência.

Público-alvo:
interessados em participar efetivamente das propostas.

Pré-requisitos:
disponibilidade para participar integralmente do laboratório;
é necessário possuir um dispositivo móvel (pode ser um telefone) para participar das atividades e capturar eventualmente materiais sonoros e audiovisuais.

Proponentes:
Guilherme Bertissolo é compositor, pesquisador e professor na Escola de Música da UFBA (graduação e pós-graduação). É Doutor em Composição Musical (UFBA/UCR), com pesquisa sobre a relação entre música e movimento na Capoeira Regional, pelo prisma da cognição musical. Como compositor, atua com frequência em projetos colaborativos e interdisciplinares. Atualmente é Diretor Secretário da ABCM e membro atuante da OCA, uma associação civil que produz, registra e divulga arte contemporânea.

Cláudia Millás é bailarina, acrobata, escaladora, pesquisadora e professora corporal, docente no Departamento de Arte Corporal da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Doutora em Artes Cênicas pela UFRJ, mestra em artes da cena pela Unicamp e graduada em dança pela mesma Universidade. Atua na interseção entre dança, circo, escalada e ecologia. Atualmente sua pesquisa está relacionada às questões ambientais, a partir da perspectiva das artes, na criação de possíveis ecologias corporais.

Felipe Ribeiro é curador independente, artista multidisciplinar, professor do DAC/UFRJ – núcleo de dança e cinema, e professor do Programa de Pós-Graduação em Dança da UFRJ. É doutor pelo PPGARTES/UERJ e mestre em Cinema Studies pela NYU. Em 2020, foi pesquisador visitante na Roehampton University. Atualmente desenvolve uma série de performances e instalações denominada Ações de Revirada.

“E eu, e a mulher preta?” pergunta Lélia Gonzales. E podemos lançar outras perguntas, partindo desta: “E eu, mulher indígena? E eu, pessoa trans?”.
Que vozes somam-se às nossas? Com o interesse de criar espaços de escuta para corpos dissidentes e propiciar a construção de narrativas contra hegemônicas, este laboratório partirá de perspectivas feministas interseccionais e decoloniais para provocações que relacionam o pessoal e o político. Trazendo dispositivos de bufonaria, performance e autofilmagem, será suscitada a experimentação de práticas performativas que coloquem em questão aspectos relacionados a gênero, sexualidade, racialidade e origem social e que possam gerar, ao longo dos encontros, produções audiovisuais e/ou sonoras de curta duração.

Público-alvo:
mulheres cis (negras, indígenas e outras) e pessoas trans.

Pré-requisitos:
disponibilidade para participar integralmente do laboratório;
celular com câmera e gravador de voz; conexão estável com internet.

Proponentes:
Nina Caetano é performer, ativista feminista e pesquisadora da cena contemporânea. Doutora em Artes Cênicas pela ECA-USP, ela também é professora do PPGAC-UFOP. Tendo como eixo central da sua pesquisa as relações estético-políticas entre feminismos e performance, ela coordena, desde 2013, o NINFEIAS – Núcleo de INvestigações FEminIstAS integrado por estudantes dos cursos de Artes Cênicas da UFOP. E, de quebra, atua como DJ Shaitemi Muganga, que privilegia músicas cantadas ou produzidas por mulheres cis e pessoas trans.

Mariana Trotta é coreógrafa, bailarina e videomaker, Professora do Programa de Pós Graduação em Dança (PPGDan/ UFRJ), Professora Associada do Departamento de Arte Corporal da UFRJ, coordenadora do Laboratório de Linguagens do Corpo (LALIC/UFRJ), autora do livro “O discurso da Dança: uma perspectiva semiótica (Editora CRV).

Joyce Malta é atriz, performer e provocadora cultural. Investiga a bufonaria com a Mulher Que Bufa e desde 2008 performa como DJota. Cursou a École Philippe Gaulier, Teatro Universitário da UFMG e Escola Livre de Cinema. Criadora da plataforma Casa de Passagem e integrante do quarteto performativo Obscenidades na Pista. Junto ao Obscena Agrupamento realizou diferentes intervenções urbanas e performances. Realiza locuções, dublagens e colagens sonoro-visuais junto ao Oka Estúdio.