espanhol

Mostras Artísticas

Instalação, exibições e debates com programação extensa

Instalação Dança e(m) Realidade Virtual ECOS

24 -26 nov.  18h - 21h

Concepção: Ivani Santana (Brasil) e Daniel Argente (Uruguai)

Evento presencial no Uruguai
Facultad de Artes, Av. 18 de Julio 1772, Salón 318
Universidad de La República, Montevidéu, Uruguai

ECOS, uma co-produção entre Brasil e Uruguai, propõe uma experiência estética da dança em uma configuração ainda sendo incorporada nas artes da cena: a realidade virtual. Dos experimentos com Second Life de décadas atrás aos atuais projetos com o Oculus Rift, ainda há muito para ser desenvolvido nas artes cênicas neste sentido. A partir de gestos simples do cotidiano, relações mais complexas de movimento surgem nessa improvisação entre as pessoas do mundo e seus parceiros virtuais, fazendo repercutir os ECOS nos corpos dessa dança! A partir de uma dramaturgia interessada em questões relacionadas à pertencimento e sustentabilidade, através desse espaço potente da realidade virtual, o público é estimulado a interagir com outros seres e com o meio. Suas ações nessa ecologia reverberam na sua existência nesse mundo ficcional, pois é preciso interagir para ganhar sua própria corporalidade. Queremos sensibilizar as pessoas quanto ao impacto dos seus atos nas outras, no seu meio e no mundo! São os ecos que fazemos reverberar no planeta.

Grupo de Pesquisa Poéticas Tecnológicas: corpoaudiovisual (Brasil)
Direção Artística e argumentação: Ivani Santana
Bailarines: Camila Florentino, Gabriela Haddad, Laura Silveira, Mary Vaz e Weber Cooper
Realidades Expandidas (Uruguai)
Grupo de investigación en tecnologías XR aplicadas al arte
Desenvolvedor Realidade Virtual: Daniel Argente
Direção Artística (realidade virtual) Inés Olmedo 
MOCAP, Animação Avatares e interacción: Andrés Castro  
Programação: Diego Strasser, Juan Goyret  
Modelagem: Marina Rosado, Natalia Pardo
Sonoridade da realidade virtual: Bruno Boselli 

Mostras Permanentes

Acesso disponível durante todo o evento

Itaara é um mundo que valoriza a relação entre as pessoas e suas ações no ambiente. Uma experiência artística criada para a Hubs, uma plataforma experimental amigável à realidade virtual, criada pela equipe Mixed Reality da Mozilla. Durante a exploração de Itaara, o fruidor poderá sentir a imensidão, o confinamento, a falta de gravidade, o ritualístico e a simples serenidade de um pôr do sol. Logo na entrada, a mulher-esfinge orienta: “respira nesse outro corpo, [agora] você vive nesse outro ser, nesse bicho-virtual”.
FIcha técnica
Ivani Santana - Coordenação e concepção
Bolsistas Iniciação Científica - co-criadores:
Camila Florentino - performance, imagens, texto 
Felipe Bolcont  - desenvolvimento da plataforma hub, edição de audiovisual
Lanmi Carolina Carvalho - performance, imagens
Letícia Mayni - desenvolvimento da plataforma hub
Mariana Rosado Vaz - modelagem avatar dos performers

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Dança e Imagem Sonora é um projeto de contação de dança em formato audiovisual. Como comunicar uma dança a partir das palavras e sensações que ela convoca? De que maneira podemos retomar uma tradição oral para documentar e capilarizar, dar continuidade às informações e segredos contidos em uma coreografia? Dança e Imagem Sonora é um gesto comprometido em sustentar essas e muitas outras questões, tomando como ponto de partida as danças espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro. 
O projeto contém 6 episódios com cerca de 9 min cada. 
Ficha Técnica
captação de áudio, paisagem sonora e edição: Caique Mello 
concepção, roteiro, narração e produção: Thiago de Souza 
identidade visual: Clara Ramos

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10 estudos para uma videodança interativa surge do encontro entre dança e mídias digitais. O projeto investiga as possibilidades interativas no campo da videodança e a relação do corpo com os dispositivos móveis.  Estrutura-se em dez pequenos estudos que propõem diferentes formas de interação e exploram diferentes aspectos da dança e suas possibilidades de corpo, convidando o espectador a ter uma postura ativa na criação da narrativa através do toque na tela. 
Ficha técnica: 
Concepção e produção: grupo teia (Lígia Villaron, Natália Beserra e Murilo Augusto)
Roteiro: Lígia Villaron e Murilo Augusto
Direção e cinematografia: Lígia Villaron
Câmera: Charles Millard, Conrado Moraes, Gabriel Nardi e Lígia Villaron
Trilha sonora original: Verônica Gesteira
Som direto: Ana Soraia
Montagem e pós-produção: Lígia Villaron
Design gráfico: Caio Lang
Intérpretes-criadores: Lígia Villaron, Natália Beserra e Murilo Augusto
Intérpretes Estudo 7: Amanda Chavier, Ana Júlia Zambianco, Carmen Andres Souza e Heloisa Gavazzi
Apoio: Projeto Aluno-Artista, SAE-UNICAMP, PRG-UNICAMP

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Três artistas da performance dançam pelo percurso do rio Itapemirim, principal curso d’água da região Sul do Espírito Santo. Esse é o mote da websérie “CORPO-RIO”, documentário experimental em cinco episódios. Produzida durante o primeiro semestre de 2021, a partir de visitas, laboratórios e pesquisas do grupo em quatro cidades capixabas por onde o rio passa: Alegre, Jerônimo Monteiro, Cachoeiro de Itapemirim e Marataízes.
O episódio de estreia, “Prelúdio”, apresenta os artistas Gabriela Prado, Leonardo Dariva e Weber Cooper dançando em uma casa de Cachoeiro, com marcas visíveis de uma enchente ocorrida em janeiro de 2020. Os episódios seguintes foram filmados em locais abertos das quatro cidades, traçando paralelos entre aspectos do rio e os quatro elementos da natureza.
Em Alegre, o elemento “ar” é o tema escolhido devido ao vapor d’água da imponente Cachoeira da Fumaça. Em Jerônimo Monteiro, o cultivo e a agricultura evocam o elemento “terra”. Em Cachoeiro, onde o rio corre em meio à paisagem fortemente urbanizada, o elemento “fogo” se faz presente. E o encontro final com o oceano Atlântico, em Marataízes, aborda o elemento “água”.
Buscamos trabalhar na interface entre ecoperformance e vídeo-documentário para trazer à tona imagens desta imersão corpo-rio. Ampliar o cuidado com o meio global conectado com uma práxis artística que busca um corpo ético/político/estético é a proposição dessa websérie. As imagens criadas não são apenas imagens, mas pulsões, proposições capazes de afetar, desconstruir e conectar performer e público.
A websérie, assim, é uma forma diferente de retratar a relação dos seres com os recursos hídricos e os demais elementos da natureza, focando no trajeto do Itapemirim, que tem uma importância muito grande para toda uma região – tanto do ponto de vista socioambiental, quanto por aspectos culturais e afetivos.
“CORPO-RIO” foi selecionado em edital de Cultura Digital, da Lei Aldir Blanc (Inciso III), lançado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES), com recursos repassados pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Ficha Técnica:
CORPO-RIO
que é: Websérie documental com performances no rio Itapemirim, no Sul do Espírito Santo
Quem faz: GRUPO ATUAÇÃO
Direção: Victorhugo Amorim e Weber Cooper

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Mostras com Debates

Lives com criadores e suas obras no canal EiDCT do Youtube

Lígia Villaron
10 estudos para uma videodança interativa

Sinopse: “10 estudos para uma videodança interativa” surge do encontro entre dança e mídias digitais. O projeto investiga as possibilidades interativas no campo da videodança e a relação do corpo com os dispositivos móveis.  Estrutura-se em dez pequenos estudos que propõem diferentes formas de interação e exploram diferentes aspectos da dança e suas possibilidades de corpo, convidando o espectador a ter uma postura ativa na criação da narrativa através do toque na tela.

Ficha técnica: Concepção e produção: grupo teia (Lígia Villaron, Natália Beserra e Murilo Augusto) / Roteiro: Lígia Villaron e Murilo Augusto / Direção e cinematografia: Lígia Villaron / Câmera: Charles Millard, Conrado Moraes, Gabriel Nardi e Lígia Villaron / Trilha sonora original: Verônica Gesteira / Som direto: Ana Soraia / Montagem e pós-produção: Lígia Villaron / Design gráfico: Caio Lang / Intérpretes-criadores: Lígia Villaron, Natália Beserra e Murilo Augusto / Intérpretes Estudo 7: Amanda Chavier, Ana Júlia Zambianco, Carmen Andres Souza e Heloisa Gavazzi / Apoio: Projeto Aluno-Artista, SAE-UNICAMP, PRG-UNICAMP


Sêcéu Yuri (Priscila Ginna) 
Última Nuvem do Céu

Sinopse: A Última Nuvem do Céu aborda um cenário distópico futuro: o dia em que a decorrência da crise climática nos levou a observar desaparecer a última nuvem do céu. Configura-se numa fotoperformance em 4 atos, circunscrita no feminismo especulativo, na qual a linguagem textual emerge da força da imagem e juntas compõem a narrativa que sempre parte da corpa como campo de percepção, concepção e elaboração de mundo.

Ficha Técnica: A Última Nuvem do Céu (2021) / Formato: Fotoperformance + Texto   / Concepção, Texto e Performance: Sêcéu Yuri  / fotografia: Pedro Dórea

Thiago de Souza
Dança e Imagem Sonora

Sinopse: Dança e Imagem Sonora é um projeto de contação de dança em formato audiovisual. Como comunicar uma dança a partir das palavras e sensações que ela convoca? De que maneira podemos retomar uma tradição oral para documentar e capilarizar, dar continuidade às informações e segredos contidos em uma coreografia? Dança e Imagem Sonora é um gesto comprometido em sustentar essas e muitas outras questões, tomando como ponto de partida as danças espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro. O projeto contém 6 episódios com cerca de 9 min cada.

Ficha Técnica: captação de áudio, paisagem sonora e edição: Caique Melloc / oncepção, roteiro, narração e produção: Thiago de Souza / identidade visual: Clara Ramos

Weber Miranda Cooper Neto (Weber Cooper)
Websérie CORPO-RIO

Sinopse: Três artistas da performance dançam pelo percurso do rio Itapemirim, principal curso d’água da região Sul do Espírito Santo. Esse é o mote da websérie “CORPO-RIO”, documentário experimental em cinco episódios produzido pelo GRUPO ATUAÇÃO (ES) durante o primeiro semestre de 2021. Buscamos trabalhar na interface entre ecoperformance e vídeo-documentário para trazer à tona imagens desta imersão corpo-rio. A série foi gravada em quatro cidades: Alegre, Jerônimo Monteiro, Cachoeiro de Itapemirim e Marataízes. PRELÚDIO é o primeiro episódio e foi gravado em uma casa com marcas visíveis da maior enchente histórica do rio Itapemirim em Cachoeiro de Itapemirim. Construímos o episódio a partir dos primeiros encontros do grupo em sala de ensaio. As imagens revelam uma dança que surge da relação com cada elemento da natureza - ar, terra, fogo e água.

Ficha Técnica: O que é: Websérie documental com performances no rio Itapemirim, no Sul do Espírito Santo / Quem faz: GRUPO ATUAÇÃO / Direção: Victorhugo Amorim e Weber Cooper

Grupo de Pesquisa Poéticas Tecnológicas: corpoaudiovisual
Itaara

Sinopse: Itaara é um mundo que valoriza a relação entre as pessoas e suas ações no ambiente. Uma experiência artística criada para a Hubs, uma plataforma experimental amigável à realidade virtual, criada pela equipe Mixed Reality da Mozilla. Durante a exploração de Itaara, o fruidor poderá sentir a imensidão, o confinamento, a falta de gravidade, o ritualístico e a simples serenidade de um pôr do sol. Logo na entrada, a mulher-esfinge orienta: “respira nesse outro corpo, [agora] você vive nesse outro ser, nesse bicho-virtual”.

Ficha técnica: Ivani Santana - Coordenação e concepção / Bolsistas Iniciação Científica - co-criadores: Camila Florentino - performance, imagens, texto; Felipe Bolcont  - desenvolvimento da plataforma hub, edição de audiovisual; Lanmi Carolina Carvalho - performance, imagens; Letícia Mayni - desenvolvimento da plataforma hub; Mariana Rosado Vaz - modelagem avatar dos performers

Brenda Urbina, Cá Butiá, Marcela Capitanio Trevisan
Travessias Sororíquidas: A cada minuto, de cada semana

Sinopse: Criado no emblemático ano de 2020, este curta-metragem é uma realização das artistas Marcela C. Trevisan, Brenda Urbina e Cá Butiá.  Realizando uma costura com os pontos de encontro de suas pesquisas, as artistas colocam seus olhares, corpos e vozes na reflexão sobre as condições das corpas femininas dentro da lógica do sistema patriarcal, criadas e reforçadas pela pandemia de COVID-19. Estando em lugares geograficamente diferentes, no Brasil, Marcela em Salvador-BA e Cá Butiá em balneário Campo Bom, Jaguaruna-SC, e no México, Brenda na cidade de Morelia, Michoacán, é através da sobreposição dos olhares e desse cruzamento das subjetividades de cada uma que encontra-se um lugar potencial de sororidade feminina.

Ficha técnica: Intérpretes Criadoras: Marcela C. Trevisan, Brenda Urbina e Cá Butiá / Fotografia: Nanam Mattei, Rodrigo Ramos e Brenda Urbina / Edição de vídeo: Rodrigo Ramos e Brenda Urbina / Música: Canción Sin Miedo (Versión El Palomar) da artista Vivir Quintana


Christina Fornaciari
"Todo Rei merece um beijo da realidade"

Sinopse: "Todo Rei merece um beijo da realidade" é uma videoperformance produzida durante a pandemia do coronavírus. A obra busca refletir sobre questões políticas ligadas ao Brasil atual, mas também remete à colonização que prossegue ecoando até os dias de hoje. Fala do luto por diversas perdas, como as mais de 600 mil vidas levadas pela COVID-19, a bandeira nacional cuja soberania se esvaiu, a floresta e os indígenas exterminados.

Ficha Técnica: Concepção, performance e edição: Christina Fornaciari / Câmera: Cristina Nolasco / Figurino: Flávia Barcelos e Kelson Frost / Trilha sonora: Heitor Villa Lobos (possuo autorização para usar)

Dodi Leal
Tenho receio de teorias que não dançam

Sinopse: Pode uma travesti produzir teoria? Este curta, gravado nos vilarejos de Santo André e Guaiú, no Sul da Bahia, traz o texto e atuação da performer e professora Dodi Leal, que apresenta uma visão de produção de conhecimento corporalizada a partir de uma breve narrativa de seu trabalho artístico. 'Tenho receio de teorias que não dançam' indica a relação profunda do corpo trans com a arte ambiental, investigando o movimento do gênero no mangue, a vivificação do pensamento de rio e fluxos de dança do mar. Os conceitos dançam e vibram na medida em que se rompe com o binarismo corpo versus natureza.

Ficha Técnica: Concepção, texto e atuação: Dodi Leal / Direção, fotografia e edição: Gau Saraiva / Participação especial: Agata Pauer

Mary Vaz
Flores de Maio

Sinopse: A proposta se inicia no ano de 2014 tendo como premissa performar com alguns recortes de textos de três autoras. No entanto, resolvi trabalhar com cada uma individualmente. E a primeira escolha foi investigar meu próprio comportamento em relação com o erotismo da escritora Anais Nin. O vídeo performance é um "experimento" do erotismo visto pela necessidade de si. Olhar para o meu corpo, tocá-lo, respirá-lo e senti-lo beirando o estado de erotismo de uma das obras da escritora referida "Delta de Vênus". Juntamente com uma amiga Pamela Guimarães, artista, fotógrafa e performer, elaboramos um pré roteiro e improvisamos dentro do apartamento em que eu habitava no momento da realização deste. 
"O erotismo é uma das bases do conhecimento de nós próprios, tão indispensável como a poesia".
"Eu desprezo as proporções, as medidas, o tempo do mundo comum. Recuso-me a viver no mundo comum como mulheres comuns. Para entrar relações normais, eu quero êxtase".
Anaïs Nin

Ficha Técnica: Mary Vaz - performer e roteiro / Pâmela Guimarães - fotografia, vídeo, edição e roteiro / Duração: 4:32 (quatro minutos e trinta e dois segundos.

Nina Caetano
Queremos que o Estado pare de matar menino

Sinopse: Este grito urgente, em forma de palestra-performance, é obra da performer,  ativista feminista e pesquisadora da cena contemporânea Nina Caetano. A  partir de sua ação de rua "Chorar os Filhos'' – em que costura textos e falas de  mães que perderam seus filhos e filhas em operações policiais e não tiveram  resposta do Estado quanto ao extermínio de seus entes queridos ou à punição  dos criminosos – ela expõe dados e questiona a lógica genocida das  necropolíticas de um Estado racista e classista, que extermina corpos pretos e  pobres diariamente. Em uma conversa com mães que integram o coletivo  Mães de Maio MG, propõe a escuta das dores dessas mulheres. Tecer  conversas, lembrar a falta. Alinhavar a dor. Potência de cura.

Ficha técnica: Criação e Edição: Nina Caetano  / Participação Especial: Kaká Silveira e Ana Paula Nunes de Oliveira (Mães de  Maio MG) / Imagens: Karol Monteiro, Roquinho - Carretel Cultural, Nina Caetano, Mães de Maio MG / Texto: plágio-combinação de textos de autoria da performer com  depoimentos das Mães de Maio MG e trechos das críticas de Clóvis Domingos e Éder Rodrigues, disponíveis no site Horizonte da Cena / Foto: Marúzia Moraes

Sinopse: A Mostra Dramaturgias Contracoreográficas é uma ação idealizada por Lidia Larangeira e Ruth Torralba e recebe mulheres artistas indígenas ou em processo de retomada identitária para partilharem seus trabalhos e conversarem sobre suas vidas. A edição de dezembro acontecerá dentro da programação do II EiDCT e convida AKAIÁ (2021), de Ewe Lima, Iara Campos e Íris Campos. 
Após a exibição de Akaiá haverá uma conversa com as artistas, mediada por Ruth Torralba e Lidia Larangeira com o participação d'onucleo - Núcleo de pesquisa, estudos e encontros em dança da UFRJ.
Sinopse: Akaiá, do tupi antigo, útero. Água que move, nutre e gera vida. Tempo de gestar, fluxo  de criação do corpo matéria, maturação do espírito. As águas e o tempo. Tempo caos  que adoece. Tempo caos que devora almas. Tempo caos que nega o passado, manipula  o presente e turva o futuro. A crise da existência de corpos que seguram o tempo nas  mãos. "Sem saber muito bem como, as caboclas se benzeram com água, folhas e  fumaça...Na verdade elas já sabiam". As águas, o tempo e a fumaça. A cura do tempo  em meio à fumaça do caos. "As caboclas rasgaram o tempo e correram para receber a  fumaça dos mais velhos. A fumaça evoca outro tempo. Em Akaiá, as artistas Ewe Lima,  Iara Campos e Íris Campos criam um diálogo entre o antes e o agora, vivenciando a  retomada de suas histórias ancestrais e convocando um olhar para novos trajetos  possíveis dentro de um presente que desenha distopias.

Ficha técnica: Criação: Ewe Lima, Iara Campos e Íris Campos / Fotografia: Filipe Marcena, Marcelo Sena e Cristina Resende / Edição: Filipe Marcena / Trilha sonora: Marcelo Sena / Textos: Ewe Lima, Iara Campos e Íris Campos / Captura e mixagem de som: Marcelo Sena / Produção: Ewe Lima, Iara Campos e Íris Campos / Assistente de Produção: Rogerman / Agradecimentos: Templo de umbanda Ogum beira-mar, Adupé Café, Rapha Santa Cruz  e Lua Fernandes Maciel. 
Classificação etária: Livre

ConferenciAção Mulheres da Improvisação:
entrelaçamentos sobre os digifeminismos na dança

Sinopse: Entre Montevidéu, Rio de Janeiro, Itacimirim, Recife, Fortaleza e João Pessoa, partilhado danças e reflexões nos últimos 2 anos, 7 mulheres e suas subjetividades, entre corporalidades e territorialidades diversas, performam reflexões e articulam situações de danças que relacionam improvisação, feminismos e digifeminismos partindo de referenciais autobiográficos, das criações durante o processo de pesquisa e de uma poética de troca de cartas para abordar os temas e articulá-los em forma de dança. Da escrita à oralidade, do que se diz sobre a outra e se entrelaça na coletividade de muitas, o corpo arrisca narrações de si e de outras tantas mulheres enredadas e emaranhadas em suas histórias de agora.

Ficha técnica: 

Líria Morays
Cavalgarse

Sinopse: Cavalgarse é uma criação que parte de traços autobiográficos, considerando a implicação da performer como uma mulher preta, sua história de vida e a representação de uma coletividade que possui histórias semelhantes a esse mesmo lugar no mundo. A poética desse solo é toda pautada nesses argumentos de modo não literal, utilizando princípios e elementos que dialogam entre si, entre a ação corporal, a projeção de imagens visuais e a trilha sonora composta especialmente para essa composição. Ao longo de sua apresentação, as ações realizadas dialogam com a emergência de novos estados corporais que surjam em diálogo com o tempo presente da cena. A metáfora de cavalgar sem interrupções, no sentido de que é necessário seguir e, ao mesmo tempo não sair do mesmo lugar junto à realização de movimentos repetitivos, modificam a imagem que causam novos efeitos à medida que o solo acontece. Recortado em uma determinada parte da casa, o solo dialoga com a percepção do público criando poéticas a partir da imagem de uma mulher que permanece em estado de cavalgar em direção a uma porta fechada. 

Ficha técnica: Concepção e performance – Líria Morays / Trilha sonora – Tânia Neiva / Iluminação – Luk’s Gomez / Tratamento de  vídeo para projeção – Gabriela Santana / Dramaturgista– Gabriela Santana / Preparação corporal – Bárbara Santos / Produção – Elthon Fernandes / Duração – 40min.

Lídia Larangeira
Brinquedos para esquecer ou práticas de levante

Sinopse: Brinquedos para esquecer ou práticas de levante é uma dança-convocação que propõe lembrar narrativas apagadas que não podem, jamais, ser esquecidas. Na primeira das três partes, cria-se uma dança em torno das possibilidades de ação envolvidas na palavra levante. Na segunda, uma coreografia de brinquedos revela tanto poderes que colonizam a vida, quanto lutas de resistência e subversão. Na terceira parte o corpo de mulher nu aparece como imagem que carrega em si as tensões entre censura/liberdade e memória/esquecimento.Esta gravação foi uma transmissão ao vivo realizada para o Festival Remoto veiculado nas redes sociais, em 2019. 

Ficha técnica: Concepção e Performance: Lidia Larangeira / Dramaturgista: Sérgio Andrade / Captação de imagem e transmissão: Cássia Vilasbôas / Fotos da divulgação: Nina La Croix