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Mini-Residências

Nos dias 3, 4 e 5 de dezembro.
As Residências  serão abertas para observação do processo ao vivo pelo Zoom. Link da sala: https://bit.ly/miniresidenciaseidct

Mini-residências com experimentos de improvisação entre pesquisadoras, gerando princípios norteadores para uma composição final. Todas na condição de mulheres pesquisadoras implicadas em perguntas distintas relacionadas à improvisação voltada para um sentido compositivo.  Entre redes de seus respectivos lugares e grupos de investigações, os saberes se entrecruzam a partir de experimentos, troca de experiências e negociações coletivas em uma só composição final. Residir traz consigo também o sentido de convívio, de ajuntamento de situações e experimentos em conjunto com as mesmas pessoas ao longo do tempo. 
Dia 3 e 4 – todas estarão em experimentos conjuntamente.
Dia 5 pela manhã – haverá uma apresentação individual de cada uma seguida de uma roda de conversa pública sobre os princípios levantados (divulgação pela programação das Mesas)
Dia 5 a tarde – todas estarão organizando e apresentando a composição final.

Traços de território

3 dez. das 13h-14h30

Ana Milena Navarro
(grupo de pesquisa MAT) – Colômbia 
Este laboratório procura gerar uma viagem pelo território que habitamos, reconhecendo-o através dos sentidos, da sua arquitetura, da sua paisagem, dos seus habitantes enquanto ouve um áudio com uma série de instruções sobre a ativação da percepção com ideias de observação, escuta e atenção para que depois se tornem os traços que vão ser desenhados no papel e que procuram criar uma dança que reconheça a pele, como extensão do território.

Improvisação, memória e comida

3 dez. das 15h-16h30

Bárbara Santos
Brasil
A partir de algumas provocações- Como dançar uma memória movida pela comida? Como dançar a comida no/pelo corpo? Ao degustar um alimento, o que você come e o que te devora?- experimentar a relação entre memória e comida como mote de investigação de princípios improvisacionais. 

Plano de fuga

3 dez. das 17h-18h30

Cibele Sastre
Brasil
Visando explorar a ideia de fuga a partir de três eixos, luta e fuga; fuga propositiva e Fuga como elemento compositivo, convidamos as participantes para um trabalho exploratório de movimentos com o impulso da fuga e suas motivações reativas, estratégicas e estéticas, visando operar com a repetição e transformação na relação interno-externo sob diferentes pontos de vista. Plano de fuga é um convite para fugir em ímpetos de dança, para compor nossos enquadramentos e rememorar esses movimentos em constante transformação. E fugir sem sair do lugar. Articulações entre princípios somáticos exploratórios e improvisacionais carregam referências dos estudos do Movimento Laban/Bartenieff.

Improvisação e poesia

4 dez. das 8h30-10h

Melibai Ocanto 
Venezuela
Criar movimento, concretizar, impulsionar a partir da leitura de poemas, testando as imagens da palavra poética no espaço/corpo, gerando questionamentos para trilhar diferentes caminhos que possam construir frases de movimento em tempo real, investigar o ritmo e a emoção, atendendo esses dois aspectos da poesia como mapa para a improvisação. 

A composição situada a partir do espaço da casa

4 dez. das 10h30-12h

Líria Morays
(grupo de pesquisa Radar 1) – Brasil
Trata-se de estudos do direcionamento da atenção do dançarino para aspectos internos e externos ao seu corpo no encontro com lugares específicos, compreendendo o contexto da casa como lugar de atravessamento expandido em tempos pandêmicos. A composição situada se constitui de um modo de improvisar compondo tomando o sítio e a situação como motes de criação em tempo real. Propõe-se uma tríade de experimentos ancorados nos sentidos do dançarino, aspectos sociais do lugar e os aspectos compositivos.

8 pistas para enganar a morte

4 dez. das 13h-14h30

Ana Mundim 
(grupo de pesquisa Dramaturgia do corpoespaço) – Brasil
A presente proposta se situa na articulação com 8 pistas para enganar a morte:
1) Alegrar os ossos, músculos e articulações
2) Mover o mar que há dentro de si
3) Ventilar a pele
4) Plantar uma árvore no coração
5) Desabrochar as flores das mãos
6) Fazer os pés sentirem o cheiro de terra
7) Borrifar jasmim na coluna
8) Deixar os olhos se tornarem nuvens
A partir destas pistas que mobilizam as i(materialidades) do corpo/da corpa acionaremos 3 ações de jogo: mover o que há em mim, o que posso oferecer e o que posso acolher, mover o que há em nós.

A improvisação desde as danças/lutas e jogos da afrodiáspora

4 dez. das 15h-16h30

Gabriela Santana
Recife/Colômbia
Dançaremos a partir do compartilhamento de caminhos criativos e improvisacionais para a introdução de princípios de movimento e princípios de jogos afrodiaspóricos que relacionam dança e luta. O objetivo é sensibilizar os participantes a mobilizarem dinâmicas e sentidos culturais, a partir do levantamento de intersubjetividades que envolvem corpos, memórias e territórios coletivos e pessoais no cruzamento com saberes corporais presentes nas performances culturais investigadas por mim, à saber Capoeira Angola, Jogo do pau (BR) e Machete y Bordon (CO).

Programação nas Mesas

Apresentação individual de cada investigadora + roda de conversa sobre os princípios levantados e investigados ao longo das Mini-residências

5 dez. das 10h-12h


Encontro das Mini-Residências

Organização de princípios em composição

5 dez. das 14h-17h


Apresentação do resultado artístico das Mini-Residências

5 dez. a partir das 18h

Sobre as Investigadoras

é bailarina, pesquisadora em Artes Cênicas e Gestora Cultural. É mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (Brasil) especialista em Gestão Cultural e assessora do Ministério da Cultura com o programa Danza Viva e atualmente atua como professora de Arte Dramática e Programa de Dança da Universidade do Atlântico-Colômbia. No seu trabalho artístico explora processos criativos através das artes performativas, da dança contemporânea e da improvisação, com experiência na direcção e realização de diferentes peças, laboratórios de criação cénica e gestão de projectos artísticos e pedagógicos. Da mesma forma, seu trabalho tem um enfoque comunitário, territorial, criativo e cultural, atuando tanto em comunidades afetadas pelo conflito armado na Colômbia quanto em comunidades que buscam dinamizar suas diferentes danças e tradições. Suas Pesquisas foram apresentadas em diferentes palestras, seminários e conferências no Brasil, Peru, Cuba e Colômbia.

é Multiartista, docente e pesquisadora. Realizou estágio Pós Doutoral em Artes pela Universitát de Barcelona. Docente dos cursos de Graduação em 
Dança e do PPGArtes da Universidade Federal do Ceará. Desde 2016 tem colaborado com o grupo de pesquisa Data Science for the Digital Society (Universitát Ramon Llul / CERN), desenvolvendo uma pesquisa na interação entre Arte e Ciência. Coordena o grupo de pesquisa Dramaturgia do Corpoespaço e organiza o projeto de extensão Temporal - encontros de improvisação e composição em tempo real. Participa do Bando – grupo de estudos em improvisação e das Mulheres da Improvisação. Seu foco de estudos é na improvisação em dança e desenvolveu, com seu grupo de pesquisa, a metodologia Movíveis para inspiração de estudo do movimento e jogos criativos.

é artista do corpo, pesquisadora e docente do curso de Licenciatura em Dança da UFPB. Doutoranda pelo PPGAC da UNIRIO, praticante do Movimento Autêntico e do método Pilates está investigando o imbricamento destas práticas com a cozinha e a dança.

é Docente na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no Curso de Licenciatura em Dança. Graduada e mestre em Artes Cênicas, doutora em Educação pela UFRGS, especialista em Consciência Corporal – Dança pela FAP -PR e Analista de Movimento certificada pelo Laban/Bartenieff Institute of Movement Studies- NY, com bolsa do Ministério da Cultura do Brasil.  É artista da dança. 

é Professora do Departamento de Artes da Universidade Federal de Pernambuco, atuante no curso de licenciatura em dança. Doutoranda no Programa de Artes Cênicas da Unirio, com bolsa sanduiche (estágio doutoral) no Programa de Estudos Artísticos da Faculdade de Artes (ASAB) da Universidad Distrital Francisco José de Caldas. Sua pesquisa articula tradição, performatividade e improvisação desde os saberes marciais da Afrodiaspora, permeando relações com danças de matrizes afro-brasileiras.

é artista da dança. Dr.ª em Artes Cênicas – PPGAC-UFBA. Prof.ª do Departº de Artes Cênicas e do Mestrado profissional ProfArtes-UFPB. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Radar 1. Integra o grupo de estudos - Bando  e a Conexão  MI – Mulheres da Improvisação.

1973. Venezuelana, residente en Caracas. Licenciada en dança contemporânea especialidade intérprete pela UNEARTE (Venezuela) .  Improvisadora é formadora com ênfase em dança africana nas suas vertentes latinoamericanas. Figurinista para dança e teatro, Criadora textil. Dançarina da companhia Sarta de cuentas (Vzla) e vinculada ao Coletivo Amaká (Vzla).